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Conurb prevê instalação de 21 novos radares em Joinville     
Se quiser circular pela cidade sem observar os limites de velocidade, prepare o bolso neste ano. A Companhia de Desenvolvimento e Urbanização de Joinville (Conurb) deve terminar no mês que vem um estudo que prevê a implantação de, no mínimo, 21 novos fotossensores, elevando para 55 o número de aparelhos nas ruas da cidade. A expectativa é de que a licitação para contratar a empresa seja aberta em maio e que os equipamentos sejam instalados a partir de agosto.

O presidente da Conurb, Tufi Michreff Neto, adiantou a informação em uma reunião na Comissão de Finanças da Câmara de Vereadores.

— Estamos estudando os pontos ideais para a implantação dos equipamentos. Queremos ampliar a cobertura na cidade e melhorar a tecnologia. Nosso objetivo é aumentar a segurança, e não arrecadar com multas — disse.

Segundo ele, regiões com alto índice de acidentes serão privilegiadas.

Joinville tem 34 lombadas e radares, que geraram cerca de R$ 4,2 milhões em multas no ano passado. Somando-se a outros tipos de infrações, como estacionamento em local proibido ou problemas na documentação de carros e motoristas, a empresa arrecadou mais de R$ 8 milhões. Foi a maior das receitas da Conurb.

Duas empresas são responsáveis pela implantação e manutenção dos 34 radares em semáforos e fixos e das lombadas eletrônicas. O contrato prevê o aluguel por faixa monitorada. Elas recebem cerca de R$ 250 mil mensais. Além disso, também há gastos com a manutenção e com energia elétrica.

Tufi afirmou, ainda, que a empresa também vai investir na instalação de novos semáforos em pontos específicos da cidade. Um deles, prometido publicamente para o vereador Jucélio Girardi, deve ser na Rodovia do Arroz. O presidente da empresa destacou que os investimentos serão possíveis devido à assinatura de um novo convênio com as polícias Militar e Civil.

— A ideia é que todos compartilhem as despesas com o trânsito e não só as receitas das multas.

Doze dos aparelhos estão desativados

Joinville deveria contar, hoje, com 34 aparelhos fotossensores, mas 12 deles estão desativados por conta da dívida de R$ 5,5 milhões do Fundo Municipal de Desenvolvimento e Urbanização com as duas empresas contratadas para a implantação e manutenção do serviço.

De acordo com Tufi, esta dívida vem desde 2004, mas os acertos com as empresas já começaram.

— Nós nos comprometemos a honrar o contrato desde janeiro — afirmou, antecipando que os aparelhos desativados devem voltar a funcionar ainda no mês que vem.

— Nossa expectativa é que, com o cumprimento do contrato, a empresa possa fazer a manutenção. Antes disso, era difícil cobrarmos qualquer coisa — pontuou.

O presidente explicou aos vereadores que as empresas Fotossensores e Torpedo deixaram de receber R$ 5,5 milhões nos últimos cinco anos.

— Foi uma opção de gestão. Eles optaram por aplicar as verbas em outros investimentos e deixar essa dívida para trás — disse.

Amanda Miranda | amanda.miranda@an.com.br
Jornal A Notícia - Trânsito | 25/03/2009