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Uma forma de parar o tempo...     
Motivado por uma emoção que pode ser chamada de saudade, o pediatra e homeopata Luiz Gastão Câmara diz que preservar e restaurar carros antigos é uma mania que se adquiri sem sentir, gradativamente "É uma tenativa vã de parar o tempo um momento, e reviver as emoções. Representa a vontae de se manter presente, charmoso, vivo e permanecer. Não envelhecer. Tudo cheio de emoção, mas em vão", relata o médico, de forma bem humorada.
Simpatizar com carros antigos e tratá-los com dignidade e carinho significa, para o Dr. Gastão, embarcar não no veículo de trânsito, mas no da fantasia, um elemento atemporal. "Este carro antigo, agora destituído da aura da façanha social de quem foi seu proprietário nos idos tempos, pode ser admirado num viés histórico e crítico", justifica.
O médico, que se considera um inveterado saudosista, revela que dirigir seu primeiro carro, o Fusca 66 de cor verde adquirido aos 21 anos, significa entrar numa espécie de "máquina do tempo". "Revivo as sensações sonoras, vibratórias, sinestésicas e até os cheiros da minha juventude. Tudo está impregnado dentor do veículo", conta.
Já o Lafer de cor branca, foi adquirido de um primo residente em Curitiba, á três anos. O modelo 1977, de acordo com o Dr. Gastão, não passa de um devaneio da indústria da época(1974 a 1980). "No afã de proporcionar à classe média a fantasia de possuir um carro extravagante, mas com muito gosto e ar europeu, a Lafer acabou por se utilizar da mecânica do VW 1600, chassis da Brasília e cobertura de fibra de vidro", ensina.
Dr. Luiz Gastão Câmara, 59 anos, é graduado em medicina pela Universidade Federal do Paraná(UFPR). Atua como pediatra desde 1972 e como homeopata desde 1996. Com sua primeira mulher teve 3 filhos, Rafael(30 anos), Isabel(24) e Luisa(21). Atualmente, vive com a companheira Jane. Segudo ele, Jane também admira carros antigos e o acompanha nos desfiles e nas feiras organizadas pelo Veteran Car, clube que reúne proprietários dessas máquinas admiradas num todo ou em partes, ponto em evidência a lucidez de seu projeto, ou até mesmo a falta dele, mantendo-as vivas até os dias de hoje.

Matéria publicada no CORREIO MÉDICO
Informativo da Sociedade Joinvilense de Medicina (set/2004)