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A lenda do Chevrolet Impala vermelho     
Bom dia senhoras e senhores. Hoje ao conferir minha caixa de e-mails me deparei com um texto bem interessante enviado pelo leitor Paulo Reisinger. Segundo constava no e-mail, trata-se da velha “história do amigo de um amigo meu”, mas classificando como lenda, posso compartir com vocês sem culpa de ter pecado.

O cenário é a cidade de Ituiutaba, no Estado de Minas Gerais da década de 60. Época dos sucessos do rock’n roll internacional e da Jovem Guarda, que em muito se espelhava no estilo estadunidense de se fazer música, incluvise de se vestir. Então um jovem rapaz (à época ainda era jovem) decidiu comprar um Chevrolet Impala vermelho novinho em folha para chamar atenção e conquistar seu grande amor. Não estranharei se disserem que ele usava topete.

Que mal há nisso, não é verdade? Isto é tão corriqueiro até hoje… o jovem Hélio Guimarães conseguiu por fim namorar a moça que tanto desejou, mas o destino quis que a vida dela tomasse outro rumo, junto a outra pessoa, e então o mundo de Hélio desabou.

Com o fim do relacionamento, o jovem rapaz ficou depressivo e se fechou para o mundo. O até então objeto de desejo – o Impala vermelho – foi trancafiado dentro da garagem e por lá permaneceu anos a fio.

O caso virou lenda exatamente por nunca mais ninguém ter avistado o velho Impala vermelho, mas o tempo passa. Não, o agora velho Hélio não mudou de idéia e resolveu tirar o carro da garagem, ele morreu (há alguns meses, segundo a própria “lenda”), e a decisão referente ao caso foi tomada por sua fillha.

Esta filha não foi fruto do relacionamento com a moça que motivou a compra do carro, mas de um caso passageiro ao longo da vida, até porque mesmo depressivo o cidadão tem o direito de extravasar um pouco de vez em quando. Ele passou pela vida como um solitário usurário (agiota e proprietário de vários imóveis comerciais na cidade e região) e terminou como um senhor mau humorado e solteiro.

O fato da única herdeira querer se apropriar de seus bens fez a lenda voltar a circular no imaginário popular. A moça abriu a belezura à luz do sol, e pasmem, o carro estava em perfeito estado mesmo 40 anos depois (com o motor precisando de uma limpeza e trocar os fluidos), sem um ponto de ferrugem sequer.

A nova dona já declarou que não pretende se desfazer da relíquia deixada pelo pai, e corre o boato de que ela já rejeitou uma quantia de R$80 mil pelo carro da lenda.

Já que os muitos que nunca viram o carro puderam finalmente matar a curiosidade, agora a duvida que causou a lenda persiste mas sobre outra vertente. Teria mesmo ocorrido esta história nos detalhes que o povo conta?

Eduardo Meireles
31 de março 2010

Fonte: www.motorpasion.com.br